
Olá, olá, boa noite para você...
Meu terceiro dia seguido, e sinto que este é um avanço na minha vida!
Ser fiel a um compromisso, mais do que tudo mostra seu caráter a você mesmo, por mais simplória que tal coisa pareça ser. Como ter um blog.
Mas me guiando neste assunto, e honrando meu compromisso para com meus leitores... Cuja lista se aumentou, falando nisso! Obrigada Ma,Mi,Ga ... Eu amo vocês <3'
Ha, isto me lembrou a família Dó-Re-Mi, super clássico! Hahahahaha'
Bom, mas então... Hoje eu finalizo minha dedicatória à nova obra de Tim Burton, Alice In Wonderland. Devo dizer que é de minha extrema alegria ter o prazer de poder escrever sobre este filme, este clássico adaptado... Esta nova inspiração!
Primeiramente gostaria de lembrar sobre o que falei ontem à noite. Sobre trilha sonora comercial, personagens fiéis, personagens nem tão fiéis... Hoje então, é o dia pelo qual esperei desde que a ideia de falar sobre este filme brotou em meio aos meus neurônios: A atuação.
SIM, a atuação, o que seria do cinema sem a qualidade que pessoas em especial conseguem fazer presente em cada olhar, em cada gesto, por mais simples? Sentir em nossa pele o que uma pessoa inexistente, ou uma pessoa que mereça ser homenageada sentiu, quase nos une novamente no desejo de pessoas que espalham esse voto pelo mundo: União.
Qual outra chance rara teríamos para esquecer das diferenças entre um e outro, se não o momento em que estamos sentados numa sala de cinema, sem nem ao menos reconhecer o rosto da pessoa ao nosso lado, compratilhando de sentimentos tão diferentes, e a mesmo tempo tão iguais? Isto me faz pensar... Não deveríamos poder ver os rostos das pessoas, pois aí seríamos forçados a enxergar seu caráter, o que há por dentro, e não por fora. Quanto mais vemos superficialmente, mas defeitos encontramos para suprir nossa necessidade de se encontrar no mundo numa posição melhor que alguém, mesmo que esta se resuma à condições estéticas.
É impressionante como um ser tão evoluído como o ser humano joga fora o seu pontencial, levado pela inveja, pela incontentação com o agora...
Perdoe-me, fugi do assunto, mais uma vez. Estava falando sobre atuação, e agora digo: Preciso falar sobre Johnny Depp.
John Christopher Depp II me inspira de maneiras que as palavras se fazem insuficientes! Nunca vi alguém que conseguiria passar a mensagem do nosso interior, dos sentimento à flor da pele, quando se está escondido sobre tanta maquiagem, tantos disfarces. Também nunca verei alguém que se faça capaz de me fazer sentir cada respiração como se fosse minha, tampouco.
São tantas máscaras, e no entanto não há mascara nenhuma, e isto não exclui seu papel de Chapeleiro Maluco. De todos os personagens do Johnny, penso eu, este é o mais instável emocionalmente, tornando-o uma mistura de extremos. Seus atos são previsíveis, mas ele em si é completamente imprevisível, somente pela sua insanidade!
Mais uma vez me lembro de que a insanidade nos torna pessoas melhores sobre nossa própria perspectiva. Ninguém diria que o Chapeleiro não passa pelas mesmas sensações, os mesmo sentimentos, bons ou ruins, que qualquer ser humano(ou não)possa passar, mas ainda assim, poder ver alguém que não se esconde por trás de um falso pretexto me faz trazer certas coisas pra mim mesma.
Mais um momento do filme me faz permanecer nesta linha de pensamento. Alice pergunta ao seu pai: "Estou ficando louca?"
E então, o homem coloca a mão sobre sua testa, como se testasse sua temperatura, e então diz: "Sim, louquinha, varrida de pedra. Mas me deixe contar-lhe um segredo: As melhores pessoas são assim".
BINGO, alguém finalmente me entendeu! E não é assim que todos nos sentimos, no fim das contas? Deixe-me contar um acontecimento do dia de hoje.
Estava voltando da aula de matemática, numa pressa desvairada, completamente atrasada para o ballet, quando vi alguns amigos, passando do outro lado da rua. Eu me peguei pensando: "Ora vamos, não sejam tão ridículos..." quando os vi pulando e rindo como se a melhor piada do mundo houvesse sido contada naquele exato momento.
Não que eu estivesse irritada pela felicidade alheia, mas simplesmente me sinto incapaz de saltitar pela rua "como uma louca", por mais feliz que eu esteja.
E então eu pergunto: Quem naquele momento, tinha a melhor atitude? Eu, perdendo o tempo de meus próprios pensamentos, deixando de escutar a música do mestre Tchaikovsky que somente eu ouvia, apenas para questionar a atitude de outra pessoa? Ou meus amigos, que nem ao menos olhavam para o rosto dos outros, apenas considerando o agora, e esquecendo o que outro iria pensar?
Sabe, todos nós cometemos atitudes erradas sem nem ao menos perceber! Fomos ensinados assim, e assim sempre será! Ter medo de errar, medo de alguém ralhar com você por achar que sua atitude é equivocada é só mais uma maneira de se tornar num nível mais baixo do que aquele ao seu lado que não se importa com nada além de sua própria felicidade momentânea. Isto é egoísmo, também é errado, mas é preciso errar para se enxergar o caminho certo. A diferença é: Você vai saber definir qual é o melhor caminho para você, ou vai deixar alguém lhe dizer isto?
Queria dizer que o sentido de tudo isto é a inspiração que Johnny Depp me passa. Eu não teria formado esta opinião própria se não me abaseasse no seu jeito irreverente de ser! Posso ser considerada uma fã maníaca e desvairada, mas como meu ídolo me ensinou, desde quando a loucura nos torna pessoas ruins, questionáveis?
Obrigada, Johnny, Tim Burton... Pessoas que enxergaram a realidade e se fazem humanos o bastante para compartilha-la da única maneira que nós, mortais, entenderíamos: Fugindo à regra da sociedade.
Assim finalmente termino minha crítica e minha homenagem à Alice In Wonderland, que mais uma vez se desviou em tantos caminhos diferentes!
Hahahaha'
Rocks! \o/

